Além de liderar o Brasileirão 2009, o São Paulo também está na frente no Subornão 2009. De acordo com o colunista Renato Maurício Prado, no O Globo de hoje, o clube paulista teria oferecido a módica quantia de 1 MILHÃO DE REAIS para o Goiás tirar pontos do Flamengo no jogo passado, lá no Maracanã.
É claro que eu não sou otário nem ingênuo e sei que isso acontece há um cacetão de tempo no futebol. E sei também que não é só aqui. Vivi a época do Castor de Andrade sendo patrono do Bangu, no período em que o time avlirrubro carioca foi vice-campeão brasileiro.
A questão é que os pedantes dirigentes do clube paulista vivem a cagar regra, se glorificando com o profissionalismo, a ética e a lisura do SPFW. Uma balela, conversa pra boi dormir.
O que me deixou mais preocupado é que, segundo o mesmo colunista, os caras deram R$ 500 mil ao Barueri pelo mesmo motivo, ou seja, exatamente a metade. Considerando que os bambis vão se confrontar com o time de goiania no próximo domingo, em jogo fundamental para o campeonato, fica a impressão (quase certeza) de que o valor dobrado que o Goiás recebeu, diz respeito ao "pagamento" de dois jogos, certo?
Acho que vou ligar lá pro Morumbi e pedir pra ver o recibo que o Goiás emitiu pra saber se eles superfaturaram o suborno ou se consta lá "JOGOS ENTREGUES: DUAS UNIDADES".
O futebol brasileiro é uma vergonha.
Gil
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
O MAIOR TIME DO PAÍS
GIGANTE É A NOSSA FÉ!
Há dois dias atrás, quando muitos rubro-negros entravam aqui no URUBUZADA e no Twitter decepcionados e cabisbaixos para comentar ou enviar e-mails sobre o triste empate contra o Goiás, recebi do meu amigo e rubro-negro, Daniel Oksenberg, uma mensagem muito emocionante. Trata-se de um relato de uma época em que o Flamengo era muito mais Flamengo do que tem sido nos últimos anos, uma época em que os jogadores eram mais paixão e menos dinheiro. Algo que me trouxe alegria e acalento nesta fase final. E que certamente vai devolver esperança àqueles que já estavam entregando os pontos.
Leiam e acreditem.
Gigante mesmo é a nossa fé
*Por Maurício Neves
Faz vinte e um anos, mas a lembrança é nítida como o contraste do vermelho e preto contra o verde do gramado. Vínhamos fazendo um campeonato brasileiro irregular e, durante os Jogos Olímpicos de Seul, fomos privados de Zé Carlos e Bebeto. Diante disso, e com a contusão de Zico, fomos obrigados a mandar a campo Delacires e Luvanores, com o velho Cantarele no gol, grande Canta, figura histórica, mas que naquele fim de carreira levou até gol do meio da rua, contra o Santa Cruz, no Maracanã.
Ficamos quatro jogos sem vencer. Mas aí chegou Telê Santana, Zico voltou ao time e fez uns golaços, Sérgio Araújo foi contratado e encaixou. Vencemos Santos, Guarani – um contundente 5x1 em pleno Brinco de Ouro – e Criciúma em seqüência, e para fechar o turno empatamos fora com Cruzeiro e Coritiba.
Havia uma animação geral no começo do segundo turno. Mas perdemos para o Inter no Beira-Rio, mesmo com Zicão metendo um dos mais belos gols de sua iluminada carreira. Aí escorregamos diante do Palmeiras, e com outras duas derrotas diante de São Paulo e Vitória, todos disseram: o Flamengo está fora, não chega entre os oito.
A coisa piorou de vez no Fla-Flu. Vencemos por 1x0, mas Zico se machucou de novo. Parecia que só restava terminar o campeonato com dignidade. Parecia, porque depois do Fla-Flu vencemos mais três jogos, um atrás do outro: Atlético Paranaense no Rio, Portuguesa no Canindé e Bangu, sob um sol escaldante, com um gol espírita de Alcindo. Doze pontos ganhos em doze pontos disputados. A duas rodadas do fim, estávamos no páreo.
O penúltimo jogo foi contra o Goiás, no Serra Dourada. O Flamengo pareceu sentir o esforço da arrancada de quatro vitórias, e não saiu do zero a zero. Naquele ano empate levava para os pênaltis, e o vencedor do desempate ficava com dois pontos, sobrando unzinho para o perdedor. Perdemos e saímos de Goiânia quase eliminados.
Na última rodada precisávamos vencer o Atlético Mineiro no Maracanã, e torcer por um tropeço – um empate que fosse – do Sport contra o Vitória, na Ilha do Retiro, ou do São Paulo contra o Goiás, no Morumbi. Era muito pouco provável que os já eliminados Vitória e Goiás aprontassem para cima dos tricolores pernambucano (vermelho, preto e amarelo) e paulista. Só um milagre, disse Celso Garcia na Rádio Globo, só um milagre para o Flamengo se classificar. Mas eu acredito em milagres, disse o mesmo Celso Garcia.
Na época não tinha pay-per-view, e eram raros os jogos ao vivo na telinha. O nosso passou na Globo, e foi ao pé do rádio que acompanhei os outros dois embates que nos interessavam. Segundo tempo já, o zero a zero teimava no Maracanã, no Morumbi e na Ilha do Retiro, até que Zinho apanhou uma bola desviada pela defesa, deu uma caneta num atleticano e chutou cruzado, rasteiro, para fazer 1x0. A massa rubro-negra ainda comemorava quando vieram as notícias ruins: quase ao mesmo tempo, Raí fazia 1x0 para o São Paulo, e o Sport também havia aberto o placar.
Desliguei a televisão e fiquei só no rádio. José Carlos Araújo narrava no Maracanã, e de repente perguntou a Maurício Menezes, o Danadinho, como estava o jogo no Recife. - Nada bom para o Mengão, disse Maurício, aqui só dá Sport. Então o Garotinho passou a bola para São Paulo e perguntou a Luís Carlos Silva: - E no Morumba, dá para o Goiás, Lula?
- Está difícil, disse o Lula, mas opa!, agora tem uma falta pro Goiás, Garotinho! Eu chamo de novo quando for sair a cobrança! Eu fiquei esperando o chamado, a cobrança, o gol do milagre de Celso Garcia. Luís Carlos Silva chamou, e o Garotinho disse: - Vai você, Lula!
E o Lula foi: - Atenção, Jorge Batata correu, atirooooou... LÁ DENTRO!!! Gooooooooooooooll!!! Eu pulei sozinho na sala, as vinhetas do Goiás e do Flamengo se misturaram, liguei de novo a televisão, aumentei o volume do rádio, vi Sérgio Araújo fazer o segundo do Flamengo e ouvi Luís Carlos Silva narrar o abafa inútil do São Paulo.
Vencemos, e o mesmo Goiás que havia complicado a nossa vida, complicou a vida do São Paulo. O Flamengo, que o país dava por morto e enterrado, estava classificado para as finais do campeonato brasileiro. Depois do jogo, na Rádio Globo, o vascaíno Áureo Ameno dizia que a sorte do Flamengo era gigante, quando foi interrompido por Celso Garcia: - Nada disso, Áureo. Gigante mesmo é a nossa fé.
Eu repito, duas décadas depois: gigante mesmo é a nossa fé.
VAMO QUE VAMO, MENGÃO! EU ACREDITO NO HEXA!
Gil
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
A JUSTIÇA FOI FEITA
Em decisão tomada hoje a tarde, o STJD manteve a punição a Dagoberto e Borges e só amenizou a barra do Jean, jogadores do São Paulo suspensos para as partidas finais da competição. Um parecer absolutamente justo, mas que vai fazer os torcedores, jogadores e a imprensa paulista chorarem por uns 3 meses consecutivos, alegando que há favorecimento aos demais candidatos ao título. Nenhuma novidade em se tratando do São Paulo, o "Botafogo Paulista", um time que ganha robando e sempre acusa os outros de complô contra eles.
VAMO QUE VAMO, MENGÃO!
Gil
NOTÍCIA INÉDITA!
Venda de ingressos...
Blogueiros, jornalistas e torcedores já falaram, xiaram, xingaram o que podiam sobre este assunto. Mas os dirigentes do futebol brasileiro (à exceção de um ou dois clubes) parecem tratá-lo como se fosse uma novidade. Os cartolas se fazem de rogados e tiram o fiofó da reta, botando só na busanfa da BWA (ingresso fácil), que é sim desorganizada e jurássica, mas não a única culpada do perrengue que todos passam nas filas.
Eu sei que tem muita gente por aí que não tem as facilidades que costumo ter para comprar os ingressos pros jogos. E é por não pensar somente no meu pirão, que resolvi questionar os candidatos à presidência do Flamengo, através do Twitter, se não havia um projeto para melhorar a venda de ingressos e a criação de uma política de sócios-torcedores, que obteriam benefícios exclusivos na compra de ingressos e outras coisas relacionadas ao futebol. Contatei os 3 seguintes candidatos: @PlinioSerpa, @ClovisSahione e @RubroNegra (Patrícia Amorim).
Como acompanhei o debate de ontem na TV Lance! e só os ouvi falando dos títulos de sócio-proprietário e se dirigindo a quem pode votar (uma parcela pequena dos rubro-negros), tomei as dores de quem é rubro-negro, não é sócio do clube porque não tem grana ou mora longe pra cacete da Zona Sul e da Gávea.
O ÚNICO candidato que me respondeu (e eu já tive contato com todos) foi o Clóvis Sahione, que, apesar disso, não foi muito conclusivo sobre planos REAIS para quem não é sócio do clube em si. Li seu book, com as idéias de campanha, mas também não achei nada de muito concreto.
Confesso que isso me preocupa. Afinal, para que nós acreditemos num futuro para o Flamengo, ou mais, que o Flamengo terá um futuro, é necessário que as propostas não sejam as mesmas de antes. E elas continuam muito parecidas com as idéias que trouxeram o rubro-negro a situação calamitosa que está hoje.
Confesso que me decepcionei bastante.
GIL
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
UM MOMENTO QUE NÃO SE APAGARÁ!
Apesar da atuação medíocre, esse momento nunca vai se apagar da minha memória. Essa é pra contar para os netos. É por isso que eu acredito no hexa!
EU ESTAVA LÁ!
Gil


